Coalizões e colaboração
entre pessoas e organizações não acontecem por acaso.
Elas surgem originadas por um problemas e objetivos em comum. Mas, como
já se verificou na prática, sempre é necessária
uma pessoa (ou um pequeno grupo de pessoas) que fornecem ao grupo um ímpeto
para se manter unido e desenvolver trabalhos em conjunto. Esta pessoa (ou
pessoas) está naturalmente inclinada a desempenhar o papel de facilitador
no grupo, e esta seção é dedicada a elas e a quem
mais queira refletir sobre as habilidades que devem ser desenvolvidas para
melhor cumprir tão importante função.
Um facilitador deve saber orientar produtivamente
as reuniões, ser capaz de coordenar várias idéias
em conjunto, ajudar o grupo a dedicar seus esforços a objetivos
viáveis, definidos pelo conjunto de seus integrantes. Além
disso, o facilitador deve ser considerado, pelos membros do grupo, como
alguém confiável e neutro.
O Trabalho do Facilitador
Qualidades do Facilitador
Se a coalizão pretende ser bem
sucedida, seus facilitadores devem reconhecer a utilidade e importância
da integração entre os participantes (pessoas e organizações)
que compartilham da parceria.
Para promover tal coesão, o facilitador
eficiente deve procurar desenvolver os seguintes talentos:
-
Uma atitude mental positiva, especialmente
quando há pessoas prevendo o fracasso de um projeto que ainda nem
teve a chance de ser bem sucedido.
-
Forte compromisso com os objetivos do grupo.
-
Habilidade de escutar e refletir sobre o que
lhe é apresentado.
-
Neutralidade. Se questões controvertidas
surgirem, o facilitador deve garantir a todos o direito de se expressar
em uma atmosfera de confiança, respeito e conforto.
-
Perceber colocações que foram
não expressas, e procurar fazer com que sejam externadas.
-
Consciência do momento em que deve ser
facilitador e quando está sendo um participante, como os outros,
nas discussões do grupo.
-
Habilidade para aproveitar os momentos oportunos
para encerrar, mediante o consenso do grupo, uma discussão e passsar
para o próximo assunto.
-
Talento para comunicação interpessoal,
que inclui a capacidade de tratar a todos por igual, dedicando-lhes a mesma
atenção e direito para se expressarem.
Onze fatores que inibem
coalizões
-
Competitividade.
-
Liderança mais diretiva que participativa,
desencorajando a tomada de decisões pelo grupo.
-
Inflexibilidade ao agendar as reuniões
e atividades do grupo.
-
Falta de compreensão sobre como trabalham
os representantes das outras organizações, do governo, das
escolas, da igreja etc.
-
Existência de um projeto secreto do
facilitador, visando primeiramente o seu progresso pessoal.
-
Hipocrisia com relação à
necessidade de compartilhar informações.
-
Urgência freqüente na tomada de
decisões, pressionando para resolver as questões sem a discussão
adequada por todo o grupo e sem resolver as opiniões conflitantes.
-
Mais entusiasmo para falar que para ouvir.
-
Preferência por fazer as coisas sozinho,
em vez de negociar o apoio dos outros.
-
Projeta as ações da aliança
sempre de cima para baixo.
-
Ausência de um procedimento para tomar
decisões em grupo e resolver desacordos quando surgirem.
Um Toque para os Facilitadores
Escreva um diário de suas atividades,
pois este relato permitirá traçar todo o processo de desenvolvimento
da coalizão e a análise objetiva do seu progresso.