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Sim, vamos salvar o Rio Preto!
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| Nossa
proposta:
Os biossistemas que estamos propondo serão o primeiro passo para chegarmos um dia à recuperação total do Rio Preto. Começaremos instalando um na Maromba e outro em Maringá, com capacidade de tratar, cada um, os esgotos de cerca de 40 a 50 casas e negócios, o que representa mais de 50% do esgoto hoje encaminhado para as fossas daquelas comunidades, e daí para o rio, contaminando-o com gordura e coliformes fecais. Tratada pelos biossistemas, a água devolvida ao rio atenderá aos padrões de balneabilidade (banho de rio sem risco de doenças). Cada biossistema, formado por biodigestor, caixas de entrada e saída, filtros etc. ocupará 27m2 e custará cerca de R$ 15 mil. No Lote 10, pelo maior número de casas, serão necessários dois biossistemas, cada um custando cerca de R$ 15 mil. O primeiro será construído na Rua Vista Bonita, continuação da Rua Prisciliana Maria de Jesus, e tratará os esgotos da parte alta. O outro, construído na Rua Venceslau Brás, tratará o esgoto da parte baixa. Se houver acordo com os proprietários da antiga granja, lá serão construídos 4 tanques de purificação, para obter água ainda mais pura, ocupando 1 hectare (10.000m2) e custo de R$ 70 mil. Para a Vila de Visconde de Mauá, está previsto um biossistema, que incluirá dois biodigestores, a ser construído em uma segunda etapa. “Integrando Ações na Mantiqueira” O Projeto “Integrando Ações na Mantiqueira” vem reunindo, desde 2001, setenta jovens residentes em cinco comunidades localizadas dentro da A.P.A. da Mantiqueira (sendo doze deles moradores na região de Visconde de Mauá), em ações visando a educação ambiental e a recuperação ecológica e cultural dessas localidades. O projeto é uma iniciativa da ong Crescente Fértil (R.J.), e conta com o apoio da Fundação Luterana de Diaconia e de ongs da Alemanha. OIA - O Instituto Ambiental O OIA é uma associação de técnicos e professores interessados em divulgar soluções que promovam a melhora do ambiente natural e econômico pela reciclagem do que hoje é poluente. Nos dez anos desde sua criação, o OIA já implantou mais de vinte biodigestores em diversas comunidades, em creches, centros comunitários, cooperativas de habitação, sempre envolvendo os agentes locais como parceiros fundamentais. As realizações do OIA, inclusive na exterior (Espanha) lhe garantiram prêmios e muitas reportagens, em jornais e na televisão, divulgando seu trabalho.
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Outras informações, recentemente obtidas de
Eduardo Inglês (OIA), a partir de nossas dúvidas1. O biodigestor tratará somente as águas descarregadas das privadas, ou receberá toda a água servida das residências, pousadas, restaurantes etc., das três comunidades, incluindo cozinha, tanque, chuveiro etc.? Se for só das privadas, como se dará essa separação?
Resposta: Como você pode notar na planta (reproduzida no jornal-resumo acima, de forma simplificada), utilizaremos um Biodigestor e um Biofiltro de fluxo ascendente. No caso de vocês, utilizaremos pedras como leito filtrante, por ser abundante nessa região. Como já existe uma rede coletora (que hoje conduz os esgotos para uma fossa próxima ao rio), sairia muito cara a separação das águas de sabão; contudo, quando for possível, trataremos a água das máquinas de lavar e tanques em separado, por métodos simples, como por exemplo a fertirrigação subterrânea, pois as raízes das arvores são excelente filtro e o excedente vai direto para o Biofiltro. As caixas de gordura e os sanitários podem ir para o Biodigestor sem problemas, a eventual presença de sabão na água somente prejudica um pouco a produção de gás (muitas máquinas de lavar jogando a água simultaneamente diretamente no Biodigestor por exemplo), pois os detergentes são tóxicos para as bactérias, que então necessitam de um tempo para recuperação de suas colônias.2. Qual a capacidade de cada biodigestor para tratar os esgotos da comunidade onde será instalado? Como relacionar esta capacidade com o número de imóveis atendidos pelo sistema? Qual a vazão média atual dos esgotos de cada uma das três localidades, em m3/s?
Resposta: Primeiramente temos que trabalhar com a topografia do terreno para evitar a utilização de bombas elevatórias. Algumas normas e normativas da Feema ajudam no cálculo correto de residências (3 padrões), escolas, hotéis, bares e restaurantes. A vazão de esgoto também é baseada nessas normativas. Por exemplo: Numa residência de padrão médio, a contribuição de esgoto é de 200 l/dia. Para se calcular a vazão em m3/s utiliza-se uma formula, para isso é necessário saber a quantidade de pessoas e locais que serão incluídos no projeto. Necessito de uma planta topográfica de cada região com a localização da atual fossa séptica e identificação (escolas, pousadas,casas por padrão, etc..) Caso consiga a planta, posso passar uns dias aí para realizar este estudo. A identificação dos imóveis a serem atendidos é muito importante.3. Como comparar a qualidade da água hoje encaminhada para o Rio Preto, pelo sistema atual (de fossa), com a qualidade da água que será devolvida ao Rio após tratamento em bio-digestor (Maromba e Maringá) e no Lote Dez/vila de Visconde de Mauá. Dá para comparar a poluição causada pelas três fossas que serão substituídas pelos sistemas de biodigestão com a poluição causada por fossas e despejos menores, mais individuais, que também existem ao longo do rio?
A qualidade da água é medida por análises laboratoriais (Em laboratório cadastrado pela Feema, que é o órgão regulador desta matéria). Com base nas amostras realizadas antes e depois da instalação do sistema do OIA, é que podemos comprovar a eficácia do mesmo. As analises são caras (+ ou - R$300,00 cada) e é feita na entrada e saída de cada sistema. Posso lhe adiantar que os parâmetros encontrados nos nossos biossistemas são superiores ao exigido pela Feema e a água é devolvida a seu curso ou meio ambiente em condições de balneabilidade. Como forma de controle interno, medimos mais freqüentemente o Ph com o Kit para piscinas. O mais importante é saber a redução de coliformes totais e fecais e DBO e DQO. Em alguns sistemas instalados, conseguimos que pesquisadores (de Mestrado ou Pós- graduação por exemplo) desenvolvam alguma pesquisa baseada neles e assim conseguimos as análises de graça.4. Mapa esquemático da locação-dimensionamento das instalações na Maromba, em Maringá e no Lote 10 - incluindo os tanques de purificação previstos para o Lote 10.
Estou enviando a planta dos sistemas para Maroba e Maringá (estão reproduzidas, simplificadas, no jornal-resumo, acima). Para as lagoas, necessito conhecer o solo e o espaço disponível no Lote 10, mas posso enviar-lhe, via fax, um esquema da ETE semelhante que implantamos no Carangola (já solicitei, e logo a disponibilizaremos aqui).