Transgênicos 2
Transgênicos
Alimentos Adulterados Geneticamente
Matérias na imprensa em setembro/00
Leia as matérias publicadas pelos principais jornais brasileiros no ano 2000
Janeiro a junho - julho - agosto - outubro - novembro - dezembro

Matérias na imprensa em 2001


O Globo, 01/09/00
Deputado Carlos Minc propõe lei estadual contra transgênicos
O deputado estadual do Rio de Janeiro Carlos Minc (PT) elaborou um projeto de lei que proíbe a venda e o cultivo de produtos transgênicos no Rio. Ainda não existe legislação específica sobre o cultivo e a regulamentação está em estudos no âmbito do Governo Federal. 
Americanos se organizam contra os transgênicos nos Estados Unidos
Uma coalizão de sete grupos ambientais e de segurança alimentar americanos anunciaram no dia 19 de julho o lançamento de uma campanha nacional, o Alerta aos Alimentos Geneticamente Engenheirados (Genetically Engineered Food Alert  GEFA).
O GEFA tem como objetivo a remoção dos ingredientes geneticamente modificados dos alimentos até que testes e rotulagem de OGMs sejam plenamente implementados. O GEFA pede que as corporações removam os ingredientes GM dos alimentos e que o Food and Drug Administration (FDA) remova os produtos GM do mercado. O GEFA também sugere que a responsabilidade no caso de prejuízos deve ficar por conta das corporações de biotecnologia.
A Campbell’s Soup Company e a Kellogg’s são os primeiros alvos do GEFA. Andrew Kimbrell, diretor executivo do Centro de Segurança Alimentar, membro do GEFA, disse: “Como já foi feito na Europa, Campbell’s deve retirar os ingredientes geneticamente modificados de seus alimentos aqui. Como um símbolo americano associado à confiança e à salubridade, Campbell’s tem uma responsabilidade com o público americano.” Tanto a Kellogg’s quanto a Campbell’s pararam de usar ingredientes geneticamente modificados na Europa.
Labels  Linking Consumers and Producers. labels@iatp.org - www.gefoodalert.org 
CTNBio faz seminário para jornalistas 
A Comissão Técnica Nacional de Biosegurança (CTNBio) realizou ontem, em Brasília, o workshop “Biossegurança: uma proposta para divulgação”. Durante o encontro foram discutidos temas como a biossegurança no Brasil e no mundo, a biotecnologia aplicada às áreas de saúde e vegetal e a bioética da engenharia genética. O ciclo de palestras foi aberto pela presidente da CTNBio, Leila Oda, que anunciou para a próxima semana a portaria de rotulagem dos organismos geneticamente modificados (OGMs). 
http://www.gazetamercantildf.com.br/ms/jornal/7188.htm 
Foco: Soja transgênica
A opinião de pesquisadores que participaram do congresso Tecnologia e Competitividade da Soja no Mercado Global, encerrado nesta quarta-feira em Cuiabá, é que a reação negativa da opinião pública à comercialização da soja transgênica desenvolvida pela Monsanto, resistente ao glifosate, deve-se em parte ao fato de que os consumidores perceberam que não seriam beneficiados, mas os produtores, que teriam custos reduzidos, e a indústria química. Para diminuir essa reação, a estratégia seria enfocar agora o desenvolvimento de produtos funcionais, que tragam vantagens à nutrição e saúde do consumidor. 
http://www.gazetamercantildf.com.br/ms/jornal/7209.htm 
CTNBio faz evento confuso
Dioclécio Luz
   Com o objetivo de “esclarecer a mídia” sobre o que é de fato transgênico, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) realizou em Brasília, dia 30 de agosto, workshop sob o tema “Biossegurança: uma proposta de divulgação”. O evento foi um fracasso. O público era formado basicamente por assessores de ministérios (MCT e Saúde, principalmente), incluindo vasto plantel da própria CTNBio. Jornalistas a serviço de órgãos de imprensa eram poucos. E vieram e voltaram calados. 
   Na verdade, o workshop, com direito a coffe break, como eles dizem, foi montado com dois objetivos: dar uma resposta do Governo, especificamente da CTNBio, aos muitos ataques que tem recebido da imprensa; segundo, tentar fazer a cabeça dos jornalistas para que entendam o modo quase fanático com que a CTNBio tem se comportado em defesa dos transgênicos. Pelo visto, não deu certo. A meia dúzia de jornalistas que não era Governo não foi convencida.
   Questões básicas ficaram sem resposta. Indagada sobre a ata da reunião que aprovou a liberação no país da soja Roundup Ready, em certo momento a assessora jurídica da CTNBio afirmou que era pública, depois disse que, por força de lei, não pode ser de conhecimento público o que se discute lá dentro. Foi observado porém que a Lei 8.974/95, que cria a CTNBio, estabelece que os membros estão proibidos de divulgar o que ocorre nas reunião, mas não órgão. Portanto, o sigilo é uma decisão da CTNBio. Por fim, a assessora afirmou que alguns trechos da ata poderiam ser liberados...
   Que estudos dispõe a CTNBio sobre efeitos dos OGMs sobre a saúde e o meio ambiente no Brasil? A resposta é negativa. Genaro Ribeiro Paiva, membro da Comissão, representante da área vegetal, afirmou que os estudos surgiriam após a liberação da soja RR, quando se faria um monitoramento do plantio em escala comercial. O monitoramento seria feito pela própria interessada, a Monsanto, conforme parecer da CTNBio. Mas, conforme Genaro, a decisão do juiz Antonio Prudente, atendendo a uma ação do IDEC e Greenpeace, que pede EIA/RIMA antes de se plantar, impediu que se fizessem tais estudos. Na sua opinião o monitoramento corresponde ao EIA/RIMA.
   Que significa isto? 1º) que a CTNBio não tem nenhum estudo feito no Brasil sobre saúde ou meio ambiente; 2º) que, numa atitude irresponsável, liberou a soja RR sem ter tais estudos; 3º) chamar o “monitoramento” da Monsanto de estudo, ou EIA/RIMA, é um absurdo.
   A preocupação aparente da CTNBio e do Governo, é não perder o trem da história. Por várias vezes os expositores frisaram a necessidade de se continuar as pesquisas para se promover o avanço do país na área. Vasco Ariston Azevedo, membro da CTNBio, especialista na área vegetal, afirmou que “a moratória vai nos levar a escravidão tecnológica”. A presidenta da CTNBio, Leila Oda, depois de bater na mesma tecla, afirmou: “temos confiança de que essa tecnologia não representa nenhum risco à saúde  e ao meio ambiente”. Baseada em que? Em estudos feitos lá fora, e no fato de milhões de pessoas no mundo estarem consumindo transgênicos e não apresentarem problemas. Na sua opinião, algumas pesquisas que mostram efeitos negativos no uso dos transgênicos (por exemplo, a morte de lagartas monarcas devido a ingestão de milho Bt) não valem porque foram feitas em laboratório e não no campo. Segundo Leila Oda, a página da CTNBio na Internet, mostra a transparência do órgão. E contesta que haja uma defesa apaixonada dos transgênicos, ao ponto de ser anti-científica, omitindo estudos que mostram o outro lado. “Temos por exemplo, o texto da Academia Brasileira de Ciências”, diz ela, esquecida que o texto é uma apologia aos OGMs...
   Indagada sobre o fato dos próprios ruralistas questionarem a posição dos ministros de estado que se manifestaram em defesa dos transgênicos, a presidente da CTNBio não deu resposta. Também não conseguiu responder a pergunta de repórter sobre se era verdade que a CTNBio não sabia que o milho que desembarcava no Recife era transgênico.
   Confuso, complicado, estabanado, o workshop promovido pela CTNBio não serviu para muita coisa. Serviu, talvez, para mostrar que o órgão não tem respostas as questões mais urgentes e que se encontra a serviço das empresas do setor. A CTNBio revela que não está cumprindo seu papel legal, que é dar biossegurança à sociedade. Não precisava juntar 36 especialistas para aprovar pareceres sem ter um só estudo feito no Brasil (como fizeram com a soja RR) – isso qualquer um faz. Não basta, também, alegar a neutralidade política e idoneidade da ciência para justificar atos desta natureza – o cientista, como qualquer pessoa humana comete erros, e pode estar a serviço de causas decentes ou indecentes. O fato de ser cientista não lhe dar supremacia de opinião. Agora, se nem a ciência está sendo utilizada pela CTNBio para avaliar os produtos que chegam ao país, o problema é sério, o problema é nacional.

Soja é recolhida no Paraná
Correio Braziliense - 10/09/2000
O Ministério da Agricultura confirmou a apreensão de um lote de soja transgênica em Vera Cruz do Oeste, a 600km de Curitiba, no oeste do Paraná.  Cem sacas de 60 quilos tinham sido recolhidas havia uma semana, depois de denúncias feita à Secretaria de Agricultura.  Os exames feitos no laboratório na Delegacia Federal da Agricultura mostraram que as sementes são geneticamente modificadas.  As sementes estavam em um armazém do produtor e agrônomo Décio Tomazinho Filho, que responderá a processo administrativo instaurado pelo Ministério da Agricultura.  Ele pode receber multa de até R$ 15 mil. Também foi encaminhado à Polícia Federal pedido para abertura de processo criminal para saber a origem do produto.  Caso tenha sido contrabandeado, o proprietário pode ser condenado a pena de três a seis anos de prisão.  As sementes são do tipo Roundup Ready e seriam utilizadas para o plantio da safra 2000/2001.

DIABETES
Doença se alastra nos EUA
Correio Braziliense - 10/09/2000
Pesquisa publicada na revista científica Diabetes Care e divulgada pela CNN mostra que, à medida que a população dos Estados Unidos (foto) fica cada vez mais obesa, aumenta também a incidência de diabetes.  A doença atinge uma faixa cada vez maior de jovens, deixando-os mais propensos a uma série de males, como cegueira, amputações e ataques cardíacos.  Realizado em 150 mil residências dos Estados Unidos, o estudo revelou fatos estarrecedores.  Nos últimos oito anos, houve um impressionante aumento de 33% no número de pessoas diagnosticadas com diabetes tipo 2 (a forma que se inicia na idade adulta), passando de 4,9% para 6,5% da população.  Uma doença antes vista em adultos acima dos 45 anos, hoje ela se alastra sobretudo na faixa dos 30 a 39, grupo em que o diagnóstico aumentou 70%.  Entre os grupos étnicos, os hispânicos são os que apresentaram maior números de casos, com um aumento de 38%.  Os brancos vêm em segundo lugar, com 29%; e os negros, 26%. “Se isso acontecesse com uma doença como a tuberculose, a sífilis ou a Aids, haveria um grande clamor público” afirma Frank Vinicor, diretor da Divisão de Diabetes dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças e um dos responsáveis pela pesquisa.  "Trata-se de uma tendência preocupante, acrescenta o pesquisador.

Alface transgênica funciona como vacina
Planta modificada geneticamente pela Embrapa contém proteína que pode proteger contra leishmaniose
Folha de São Paulo – 13/09/2000 – Isabel Gerhardt
  Se depender do esforço de alguns pesquisadores brasileiros, a expressão "tomar vacina" será substituída por "comer vacina!'.  Uma colaboração entre cientistas da Embrapa e da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) está produzindo uma vacina contra a leishmaniose em alface.
  A equipe da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia desenvolve um projeto de uso de plantas como biorreatores, ou seja, vegetais capazes de produzir proteínas e substâncias farmacêuticas de interesse, como insulina e hormônio de crescimento.
"Paralelamente, estamos avaliando o potencial de plantas como agentes de vacinação", disse à Folha Elibio Rech, coordenador do Laboratório de transferência de Genes da Embrapa.
  As vantagens de ingerir uma planta capaz de deixar a pessoa imune a determinada doença são muitas, principalmente em países pobres, onde o transporte e a refrigeração de vacinas muitas vezes são difíceis.  Sem falar na eliminação do uso de seringas, que podem ser veículos para infecções.
  A planta escolhida, a princípio, pode ser qualquer uma. A opção de Rech pela alface se dá porque a produção é rápida e o vegetal pode ser comido cru. Já foram testadas no exterior vacinas em batata, mas o processo de cozimento do tubérculo destrói a vacina. Também já foram usadas bananas, mas essa fruteira leva cerca de três anos para entrar em produção.
  Não importa qual o sistema de aplicação de vacina, o objetivo é o mesmo: fazer com que o sistema imuno1ógico (de defesa) seja capaz de destruir o patógeno (agente causador da doença) antes que ele possa se multiplicar o suficiente para provocar a moléstia. 
  O que a vacinação faz é apresentar ao organismo partes ou "versões" atenuadas de vírus e bactérias, de forma a estimular as células de defesa a reagir ao invasor.  Essa reação primária deixa uma "lembrança" no corpo.  Assim, se porventura ele for de fato atacado, reagirá rapidamente, destruindo o agente da doença.
  A alface-vacina desenvolvida por Rech recebeu genes para produzir uma proteína da Leishmania, protozoário que causa a leishmaniose (doença que afeta 12 milhões de pessoas no mundo).  Essa proteína já mostrou ser capaz de proteger camundongos 'quando administrada corno uma vacina tradicional.
  O próximo passo da pesquisa de Rech será alimentar as cobaias com sua alface-vacina. "Camundongos gostam muito de alface", brinca.  Essa etapa será feita em colaboração com o pesquisador Sérgio Oliveira, da UFMG.
  A esperança dos cientistas é que a alface estimule a resposta imunológica nas mucosas que envolvem o tubo digestivo do animal.  Uma resposta eficiente não só estimularia a produção de anticorpos no local, mas também ativaria uma resposta sistêmica, ou seja, de todo o organismo. 
Brasil já tem regras para venda de transgênicos
Portaria do Governo torna obrigatório destacar no rótulo que produto contém ingredientes transgênicos
O Globo - 15/09/2000 - Jailton de Carvalho
BRASÍLIA.  Depois de quase dois meses de disputa interna, o Governo federal concluiu esta semana a portaria que estabelece o modelo de rotulagem de produtos com ingredientes transgênicos que poderão ser comercializados livremente no mercado brasileiro. Pela portaria, que deverá ser assinado pelo ministro da Justiça, Gregori, nos próximos dias, produtores e importadores terão que informar nos rótulos, de forma clara e ostensiva, que seus produtos são transgênicos ou contêm ingredientes constituídos por organismos geneticamente modificados.
  O texto da portaria, obtido pelo GLOBO, torna obrigatória a identificação toda vez que um ou mais ingredientes de origem transgênica puderem ser detectados em testes científicos, independentemente do percentual que esses itens representem na composição final do produto.  Os rótulos dos produtos deverão apresentar, próximo aos nomes comerciais, a inscrição: "Contêm ingrediente geneticamente modificado".  Esta informação deverá ser reforçada ainda com a discriminação, em negrito, dos ingredientes que são de origem transgênica.  As letras usadas para indicar os transgênicos deverão ser do mesmo tamanho dos caracteres dos demais ingredientes.
  Todas essas informações deverão estar presentes no chamado painel principal do rótulo.  Ou seja, logo abaixo do nome comercial do produto.
  “Os alimentos e ingredientes objeto deste regulamento técnico apresentarão no rótulo expressão indicando a sua condição de geneticamente modificados, com caracteres de tamanho, formato e cor que tornem a informação ostensiva e que permitam a sua fácil visualização ", diz a norma técnica, que acompanha a portaria sobre o rótulo dos alimentos transgênicos no Brasil.
  O produto que não tiver ingredientes geneticamente modificados, segundo a nova portaria, poderá veicular essa informação no rótulo, caso haja um similar transgênico no mercado.
  A partir dessas regras, os produtores e importadores terão que informar também, em língua portuguesa e com destaque, se o produto à venda pode causar reação adversa ou hipersensibilidade a determinados grupos da população.  "As informações a serem fornecidas aos consumidores constarão na embalagem na qual o alimento é apresentado; nos documentos de vendas; nos invólucros destinados ao transportes; nos cartazes, em panfletos e gôndolas, conforme o caso”, diz a portaria.
  Mas a responsabilidade pela indicação da origem do produto não se limitará a produtores e importadores.  Essas exigências serão estendidas também à indústria e ao comércio.  A portaria, acompanhada da norma técnica, foi preparada por uma comissão formada por representantes dos ministérios de Saúde, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, Justiça, Agricultura e Casa Civil. o texto deverá ser assinado pelo ministro da Justiça, José Gregori, e publicado no Diário Oficial da União nos próximos dias.
  A comissão chegou à fórmula de identificação de produtos transgênicos depois de uma longa disputa.  Representantes do Ministério da Agricultura defendiam o modelo americano, que só exige a indicação da origem transgênica quando o produto concorre e apresenta vantagens nutricionais ou de preço em relação a similares sem alteração genética.
  Entre os técnicos do Ministério da Justiça, a preferência inicialmente era pelos modelos europeu e japonês.  Na Europa, a origem é indicada toda vez que os ingredientes transgénicos atingem percentual superior a 1% da composição final do produto.  No Japão, este percentual sobe para 5%.
  A partir desse cenário, os técnicos do Governo decidiram propor um quarto modelo, que torna obrigatória a identificação sempre que os ingredientes transgênicos forem detectados em testes científicos.  O percentual ficou em aberto porque, segundo um dos técnicos, nem sempre um ingrediente de origem transgênica pode aparecer ria composição final de determinados produtos. 
Riscos dos alimentos
 O que são alimentos transgênicos? 
São aqueles feitos  com plantas e animais que foram geneticamente modificados, isto é, que sofre ram alterações em seu codigo genético com a inserção de genes de outras espécies. Nenhuma das plantas transgênicas desenvolvidas comercialmente até  agora tem genes tirados de animais ou seres humanos. Os transgênicos cultivados, como a soja resistente a herbicida, receberam genes de bactérias ou de outras espécies de plantas.
Quais os riscos dos transgênicos para a saúde humana? 
Não há estudos conclusivos, mas teme-se que alguns transgênicos possam causar complicações imunológicas como alergias.  Cientistas dizem, porém, que serão necessários anos de estudo antes que os efeitos dos transgênicos sobre o organismo humano sejam conhecidos. 
Liberação de milho transgênico atacada
Jornal do Brasil – 15/09/2000
BRASÍLIA - OS transgênicos podem causar riscos à saúde e a Food and Drugs Administrati6n (FDA), órgão regulador da indústria de alimentos e medicamentos do governo americano, está mentindo ao afirmar que não tem conhecimento sobre os riscos dos produtos geneticamente modificados.  A acusação foi feita ontem pelo diretor-executivo da organizaçao não-govemamental americana Alliance for Biointegrity, Steven Drucker , durante o seminário Transgênicos - Segurança Alimentar e Riscos à Saúde, organizado pela comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.
   Segundo Drucker, ao ter acesso a memorandos internos do FDA, depois de autorização da Justiça, a ONG descobriu alertas de cientistas do órgão americano sobre o desconhecimento dos riscos que podem causar à saúde os produtos transgênicos.  Segundo ele, são imprevisíveis os prejuízos à saúde, que devem ser comunicados aos consumidores.  O FDA tem informado que vários produtos foram testados até agora, sem que fosse encontrado indício de que haja perigo à saúde humana.
Importação - As acusações ocorrem um dia após o governo brasileiro revelar que está estudando a importação de alimentos transgênicos, como milho e trigo, para evitar o desabastecimento no mercado interno e conter a inflação.
   "O presidente Femando Henrique Cardoso deve ser informado sobre os riscos a que está submetendo a saúde da população e o meio ambiente de seu país ao acreditar nas afirmações do governo americano", alertou Drucker.  A Alliance for Biointegrity está processando o FDA para obrigá-lo a retirar dos supermercados todos os produtos transgênicos liberados no mercado americano.  A organização exige que esses produtos sejam testados à exaustão até que o risco seja descartado.
   Política de segurança - Entre os pesquisadores brasileiros, a coordenadora-executiva do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Marilena Lazzarini, também alertou sobre possíveis problemas que os alimentos transgênicos podem causar, como o desencadeamento de processos alérgicos, aumento da resistência aos antibióticos e o aumento de resíduos poluentes nos rios e solos.  Os técnicos brasileiros na área exigiram que o governo federal defina com urgência uma política de segurança e de vigilância dos produtos geneticamente modificados, que seja conduzida com rigor.
   O coordenador dos cursos de Biossegurança da Fundação Osvaldo Cruz, Sílvio Valle, defendeu uma avaliação criteriosa dos produtos antes que eles sejam liberados.  Hoje, vários supermercados no Brasil comercializam produtos transgênicos sem que os rótulos contenham informações precisas.  Apenas duas grandes redes de supermercado retiraram das prateleiras, por conta própria. 
Barrados da prateleira
Greenpeace divulga nomes de mais quatro produtos à base de soja ou milho geneticamente modificados e consumidos no país. A venda é proibida
21/09/2000 - Correio Braziliense - Rodrigo Caetano
   A organização não-governamental ambientalista Greenpeace recolheu alguns produtos nas prateleiras dos supermercados brasileiros e enviou ao laboratório suíço Interlabor. E constatou que quatro deles contêm milho ou soja geneticamente modificados: sopão de galinha Knorr; sopa de galinha Pokemon, da Arisco; Ovomaltine Cereais e Fibras, da Novartis; e mistura para bolo de chocolate da Sadia. ‘‘Os produtos genéticos oferecem riscos e são comprovadamente ilegais’’, diz Mariana Paoli, coordenadora do Greenpeace. 
   Em junho, o Greenpeace e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) comprovaram por testes que outros 11 produtos eram feitos com milho ou soja que continham material transgênico. Os quatro novos integrantes da lista também são fabricados com dois vegetais modificados — a soja Roundup Ready, da Monsanto, e o milho BT 176, da Novartis. Esses alimentos são vendidos em todo o país. 
   Em Brasília, a assistente administrativa Marília Carvalho Marques, 45 anos, não sabia que estava comprando produtos transgênicos. ‘‘São aqueles produtos que dão câncer, né?’’, indaga.  Como ela, a maioria dos brasileiros não sabe o que são transgênicos. Mas, questionada, acha que eles devem ser identificados. ‘‘Com letras bem grandes em vermelho’
’, diz a moradora do Cruzeiro Novo, que consome o sopão da Knorr e o massa de bolo da Sadia. 

   Marília rem razão em reclamar. Primeiro, porque a venda no Brasil de alimentos com insumos transgênicos é ilegal: não atende às exigências previstas na Lei de Biossegurança (8974/95) e viola o Código de Defesa do Consumidor, que garante a clara informação da composição do produto no rótulo da embalagem. Segundo a Lei de Biossegurança, o plantio, importação e venda de transgênicos depende de um parecer técnico conclusivo da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), órgão que regulamenta a pesquisa científica na área de biotecnologia, e posterior autorização dos ministérios do Meio Ambiente, da Saúde e da Agricultura. Até hoje, nenhum destes produtos cumpriu estes trâmites. 
   Para piorar, nenhum dos produtos traz a informação no rótulo porque o governo brasileiro não obriga as empresas a informar a composição completa do produto. Desta forma, o consumidor está exposto à culinária transgênica. É importante observar que não existem pesquisas capazes de comprovar que os alimentos geneticamente alterados não trazem risco à saúde. 
   O Correio procurou as quatro empresas denunciadas pelo Greenpeace. A assessoria da RBM, que representa as empresas Knorr e Arisco, afirma que não recebeu nenhum laudo oficial da OnG e que, por isso, não irá se manifestar. A gerente de garantia de qualidade de alimentos da Sadia, Ivone Delazari, avisa que a massa de bolo para chocolate não é produzida pela empresa, mas por uma licenciada. O vice-presidente da Novartis, Sheldon Jones, afirma que o Ovomaltine possui menos de 1% de matéria-prima geneticamente modificada. 
   Já o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Alberto Duque Portugal, informou ontem que portaria sobre rotulagem de alimentos transgênicos em discussão no governo federal deverá fixar o percentual de 5% para que determinado ingrediente ou alimento contenha na embalagem a informação de que é geneticamente alterado. Os alimentos que tiverem OGM (Organismos Geneticamente Modificados) em percentual inferior a 5% deverão ser excluídos da exigência de rótulo.
O QUE É
   Transgênicos ou organismos geneticamente modificados (OGMs) são produtos que contém material genético de bactérias, fungos e vegetais com objetivos diversos — como melhorar o valor nutritivo das plantas, amenização da ação do tempo no amadurecimento e conservação de alimentos, maior resistência às pragas e herbicidas. A soja e o milho trangênicos, por exemplo, contêm genes que os protegem contra ataques de pragas 
"Folha de São Paulo" - 18.09.2000

Os transgênicos e a sociedade rural
Para acabar com a fome é preciso distribuir a renda, já que a produção de alimentos cresce mais que a capacidade de absorção
José Maria Alves da Silva
   John Kenneth Galbraith , o grande economista norte-americano, chamou de opinião convencional as idéias que são reafirmadas pelo fato de serem convenientes para os grupos que as professam ou cultuam. Por constituírem uma espécie de "capital cultural" que é oneroso perder, as idéias convencionais, como disse Galbraith, "são inerentemente conservadoras; não cedem facilmente ao ataque de outras idéias, somente ao assalto furioso das circunstâncias com as quais não podem lutar".
   A recente discussão em torno dos transgênicos constitui exemplo notável de manifestação da opinião convencional propícia aos interesses de dois grupos empresariais principais: a grande indústria de capital estrangeiro, que lidera a produção de insumos para a agricultura, e a grande empresa rural. O interesse da primeira é óbvio, já que suas vendas são diretamente relacionadas com o volume da produção agropecuária. O interesse da segunda deriva do fato de ser ela a grande beneficiária dos diferenciais de custo que as modernas tecnologias estabelecem em favor da produção em grande escala.  Quanto maior esse diferencial, maiores são os lucros. 
   Mas qual o benefício dos alimentos transgênicos para a grande maioria da sociedade? Para os consumidores, as vantagens são duvidosas por causa dos riscos que representam. Prova disso é que os grandes supermercados e a agroindústria têm se mostrado reticentes. Os pequenos produtores só têm a perder, já que, normalmente, estão excluídos das grandes vantagens proporcionadas pelas tecnologias de ponta. Para os médios produtores, o efeito é incerto. Uma vez que as variedades transgênicas lançadas até agora são predominantemente do tipo que economizam trabalho, a utilização também aumentaria o desemprego agrícola.
   Cada vez mais surgem aqui e acolá resultados científicos que apontam para os perigos sanitários e ambientais dessas tecnologias. A marcha dos acontecimentos, portanto, não é muito favorável para as grandes corporações que investiram no desenvolvimento das tecnologias transgênicas. É de se esperar que elas usem todo o poder econômico que possuem para fazer lobby político e "persuadir" o meio científico a trabalhar a seu favor. Num país como o Brasil, em que a classe política é dominada pela cultura pecuniária, e as instituições públicas de pesquisa estão cada vez mais depauperadas, suas possibilidades de sucesso são muito grandes. 
   Por outro lado, quando as circunstâncias são menos favoráveis aos negócios, é preciso recorrer com mais força às idéias convencionais que os sustentam. O senhor Luiz Hafers, presidente da Sociedade Rural Brasileira, deu um notável exemplo disso em artigo publicado nesta página (22/8). Ao falar sobre a necessidade de produzir mais alimentos para acabar com a fome, ele recorreu a uma das idéias convencionais mais invocadas pelos que têm interesse adquirido na produção agrícola, a idéia malthusiana do descompasso fatal entre o crescimento da população e o da produção de alimentos. Essa idéia é tão invocada quanto equivocada. É difícil encontrar outra que tenha sido mais desmentida pela história. O senhor Hafers mesmo reconhece isso parcialmente numa passagem em que afirma que a revolução tecnológica na agricultura já desautorizou Malthus. Mas ele e outros irradiadores da opinião convencional continuam falando pela boca de Malthus quando afirmam que é preciso cada vez mais tecnologia e mais produtividade para acabar com a fome.
   Os fatos mostram que a capacidade mundial de produção de alimentos tem crescido muito mais que a capacidade de absorvê-los, indicando que, para acabar com a fome, é preciso antes de tudo aumentar a capacidade de distribuição da renda. Sem aumentar a equidade econômica, sem efetivas medidas de combate à pobreza, o aumento da produção agrícola pode somente implicar aumento do desperdício alimentar que já ocorre em larga escala nos países subdesenvolvidos, fato que é prudentemente omitido nos discursos dos defensores dos transgênicos. Os governos também costumam se omitir sobre a questão do desperdício. É mais cômodo autorizar tecnologias de risco do que promover melhorias organizacionais.
   Ao subestimar os riscos ambientais e superestimar as necessidades dos pobres, o senhor Luiz Hafers dá também impressionante exemplo de desafio ético. Diz ele: "Será que, por conta de um suposto e improvável risco de uma borboleta, milhões de seres humanos devem permanecer na subnutrição? As populações abastadas podem e devem ter escolha; os miseráveis não têm essa escolha e precisam de mais alimentos, melhores e mais baratos". Quando uma tecnologia provoca perturbações ecológicas -como é cada vez mais comprovado no caso dos transgênicos-, o risco não é de uma ou de outra espécie, mas de todas elas, inclusive a humana. Essas perturbações podem trazer mais externalidades econômicas negativas do que ganhos dos beneficiários da tecnologia. E quanto aos pobres? Eles não têm direito à segurança alimentar? Não me consta que a igreja do reverendo Malthus lhes tenha negado isso.
   Gostaria de dizer que não conheço a Sociedade Rural Brasileira, mas ela só tem a ganhar com a liberação dos produtos transgênicos, diferentemente da sociedade rural brasileira com a qual tenho mais contato -aquela composta de milhões de pequenos e médios produtores agropecuários, famílias e trabalhadores rurais. Esses, por enquanto, só têm a perder.
José Maria Alves da Silva, 48, é doutor em economia e professor da Universidade Federal de Viçosa (MG). 
O Estado de São Paulo, 19/09/00.

EUA investigam uso ilegal de milho transgênico em tacos
O governo americano está investigando denúncia de que tacos da marca Taco Bell, vendidos em supermercados, contêm
milho transgênico proibido para consumo humano. O milho foi geneticamente modificado para matar um inseto que ataca essa cultura e só pode ser consumido por animais, pois existe o risco de que cause reações alérgicas em seres humanos. A empresa anunciou ontem que vai colaborar com o governo e testar as amostras novamente, para comprovar ou não a presença de seu milho Bt no produto. 
A denúncia foi feita pelo grupo Amigos da Terra, que teve acesso os resultados dos testes realizados pela Genetic ID, uma empresa de Iwoa. De acordo com o vice-presidente da Genetic ID, Jeffrey Smith, os três testes  encomendados pela Amigos da Terra  foram positivos para a presença da proteína Cry-9C, indicando que o milho foi geneticamente modificado.
O milho em questão, comercialmente chamado de StarLink, foi comprado por um moinho do Texas de fazendeiros de seis Estados. O moinho, porém, encomendou milho convencional. O produto foi comprado por uma empresa do México, que produziu os tacos distribuídos pela Kraft Foods, uma unidade da Philip Morris. (Washington Post, Reuters, e AP). 
Gazeta Mercantil,25/09/00.

Controle de plantio transgênico é precário
O Governo não sabe o que se passa em boa parte dos testes com lavouras transgênicas do Brasil. Apenas 40% dos experimentos com plantas alteradas geneticamente estão sendo fiscalizados e monitorados este ano pelos agrônomos do Ministério da Agricultura. Em 2000 foi liberada pelo governo a realização de 59 ensaios com transgênicos.
Fontes do governo federal levantam a suspeita de irregularidades como o crescimento de plantas transgênicas após a colheita dos plantios experimentais. Pela determinação da comissão de biossegurança (CTNBio), a lavoura deve ser erradicada após o teste. Em cultivos fiscalizados foram detectados problemas como o abandono do campo pelos responsáveis. O temor dos técnicos é de que nas áreas não fiscalizadas essas irregularidades se repitam.
São Paulo é um exemplo da precariedade dos serviços de acompanhamento nos campos de testes. “Há um bom tempo não visitamos cultivos transgênicos”, afirma um funcionário do Ministério da Agricultura. Em Mato Grosso do Sul, o único agrônomo que cuidava do assunto diz que neste ano nenhum dos campos de transgênicos foi visitado porque não havia dinheiro para custear as visitas. A falta de controle ocorreu justamente durante a fase de floração e colheita das culturas
alteradas, período vital às vistorias.
Desde 1997 foi autorizada pela CTNBio a realização de quase 900 testes em campo com plantas transgênicas. A maior parte refere-se a lavouras de milho, soja e algodão, cujas plantas contêm genes resistentes a herbicidas e insetos. 
Estado de São Paulo - 28/09/2000

Importadores pedem liberação de milho transgênico
Fabíola Salvador
São Paulo - Os importadores capixabas de milho esperam que o juiz José Eduardo Nascimento, da 3ª Vara da Justiça Federal do Espírito Santo, reconsidere, nos próximos dias, sua decisão de apreender grãos importados da Argentina. 
Na sexta-feira, o juiz da 3ª Vara determinou a apreensão de dois navios com milho e sorgo importados da Argentina. Os grãos foram comprados por granjeiros e suinocultores do Espírito Santo. O primeiro lote é de 23.500 toneladas de milho, sendo que 15 mil toneladas já foram descarregadas e entregues aos granjeiros. As 8.500 toneladas restantes estão apreendidas no Porto de Capuaba, em Vitória.
O segundo lote é de 31 toneladas de milho e 6 mil toneladas de sorgo e deve chegar ao porto entre esta quinta-feira e sexta. "Recorremos da decisão ontem e esperamos que a Justiça volte atrás em sua decisão até sexta-feira", afirmou o presidente da Associação dos Avicultores do Espírito Santo, Antonio Venturini.
A justiça alega que os grãos transgênicos não podem ser comercializados no Brasil. "Se a decisão tomada pelo juiz na última sexta-feira não for revogada, vamos entrar com um agravo de instrumento. Como o julgamento de um agravo de instrumento é feito no Rio de Janeiro, a decisão deve demorar muito", afirmou Venturini. 
O algodão da Monsanto pode tornar intratável a gonorréia
   Esta informação provém  dos arquivos do Comitê Assessor do Reino Unido para Alimentos Novos Processados (ACNFP) que trata das aplicações para uso comercial do novos alimentos de uso humano e animal. Este documento, que adverte contra a aprovação das sementes de algodão transgênico da Monsanto, foi elaborado em fevereiro de 1999 (mas foi publicado no princípio deste ano pelo Ministério de Agricultura, Pesca e Alimentação). Aproximadamente ao mesmo tempo, a União Européia recusou uma solicitação da Monsanto para a venda de algodões transgênicos na Europa.
O gen aad, que confere resistência aos antibióticos estreptomicina e espectinomicina, está presente tanto nos algodões Bollgard (com resistência a insetos) e Roundup Ready (tolerante a herbicidas).
   A bactéria responsável pela gonorréia, Neisseria honorrhoeae, pode adquirir o gen aad do material transgênico vegetal, durante infecções na boca, intestino grosso, delgado e no sistema respiratório. N. gonorrhoeae pode adquirir o gen indiretamente de outras bactérias no meio ambiente externo e interno dos animais e seres humanos, os quais podem absorver genes de plantas transgênicas. Estas outras bactérias podem servir como reservatório de genes com resistência a antibióticos.
   A estreptomicina é usada como medicamento suplementar no tratamento da tuberculose, mas para a gonorréia é muito mais importante. Esta droga é usada para cepas de N. gonorrhoeae que tenham desenvolvido resistência à penicilina e à terceira geração de cefalosporinas, especialmente durante a gravidez.
   Cerca de 60% do algodão colhido são sementes, das quais se extrai óleos para uso humano e os resíduos são tratados como pasta de algodão para alimentação animal. Ainda que as recomendações do governo estivessem destinadas à alimentação animal, há outros perigos que podem resultar do uso do algodão transgênico, e que podem ter contribuído para a decisão tomada pela União Européia.
   “O algodão é usado em toalhas sanitárias, absorventes, toalhas de bebê, lenços”, lembrou a Dra. Elizabeth Bravo, uma bióloga da Acão Ecológica, Equador, “Os impactos para a saúde podem ser enormes”.
   Milhões de hectares dos dois tipos de algodão transgênico têm sido cultivados nos Estados Unidos e na China, e exportados a outros países. Há plantações menores na Argentina e estão tentando introduzir na Bolívia e em outros países da América Latina, assim como na Índia e na Tailândia. Plantações ilegais, de pelo menos 500 hectares, foram descobertas na Indonésia.
   “Por que este importante informe científico do Governo Britânico foi mantido nos arquivos por mais de uma ano, antes de ser publicado?” perguntou a Dra. Mae-Wan Ho, geneticista e biofísica do Instituto Ciência e Sociedade (Reino Unido). “Podereríamos ter evitado que milhões de hectares fossem plantados com algodão transgênico”.
http://www. Biodiversidadla.org/noticias67.htm 
Leia as matérias publicadas pelos principais jornais brasileiros no ano 2000

Janeiro a junho - julho - agosto - outubro - novembro - dezembro

Matérias na imprensa em 2001

1